quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Negociação coletiva de dívidas: O objetivo é reunir o maior número de pessoas endividadas antes de buscar a redução dos valores


Negociação coletiva para ajudar devedor

Buscar a negociação coletiva de dívidas pode ser uma saída para quem tem dificuldade de pagar as pendências em decorrência dos altos juros cobrados. Para ajudar nesses casos, instituições de defesa do consumidor fazem a intermediação entre credor e devedor ou esclarecem dúvidas sobre o assunto. O Instituto Justiça do Consumidor, por exemplo, lançou na última segunda-feira uma campanha para negociação coletiva.
O objetivo é reunir o maior número de pessoas endividadas antes de buscar a redução dos valores. “É preciso esperar um volume de dívidas para tentarmos uma negociação porque uma pessoa apenas não tem força”, explica o advogado do instituto Vinicius Rosa. O interessado precisa se cadastrar no site www.justicadoconsumidor.com.br ou pelo telefone 0800-111239 e informar nome, CPF, valor da dívida, instituição credora e data da inadimplência.
Assim que atinge um número determinado de devedores, o instituto parte para a negociação. Caso a instituição financeira se mostre disposta a negociar, o consumidor precisa assinar um contrato para formalizar o processo. “Só vamos negociar com a assinatura do consumidor”, explica Rosa.
Para ter sua dívida negociada pelo instituto, é preciso concordar em repassar os honorários de 5% do total que for reduzido da dívida. Por exemplo, se a pessoa devia R$ 5 mil e conseguiu ter seu débito reduzido para R$ 3 mil, ela irá repassar a porcentagem sobre os R$ 2 mil abatidos. Logo, a instituição cobrará R$ 100 pela intermediação. O dinheiro é revertido para os consultores financeiros e advogados do instituto.
A Associação Brasileira do Consumidor (ABC) ajuda seus associados a negociar pendências. Quem tem um caso mais simples não precisa se associar para receber orientação, mas é pedida a contribuição de dois quilos de alimento não perecível pela consultoria. Já as situações mais complexas são avaliadas por especialistas.
“Estudamos o caso, o que levou ao endividamento e buscamos a negociar um valor compatível com a renda do consumidor. Se for preciso, levamos o caso à Justiça”, diz o diretor presidente da associação, Marcelo Segredo. O associado paga mensalidade de R$ 70 a R$ 150. O contato é feito pelo site www.ongabc.org.br.
Já o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) orienta seus associados individualmente, mas não faz a negociação. Para se associar, é preciso pagar uma taxa mensal de R$ 20 com direito ao recebimento da revista da instituição. Para quem não é associado, o Idec promove palestras e mutirões de orientação.
No caso do Procon, o consumidor pode buscar orientação nos postos de atendimento. Já a intermediação com credores é feita dentro do Projeto de Tratamento do Superendividamento, que tem atendimento previsto para reiniciar em março. :: Gisele Tamamar (Jornal da Tarde)

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